Mulher suspeita de tentar sequestrar bebê em maternidade de Teresina é indiciada
Tentativa de sequestro em maternidade: o que se sabe sobre o caso A Polícia Civil do Piauí indiciou a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, de 42 ...
Tentativa de sequestro em maternidade: o que se sabe sobre o caso A Polícia Civil do Piauí indiciou a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, de 42 anos, suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ela responderá por subtração de criança, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). LEIA TAMBÉM: Técnica de enfermagem presa após tentar levar bebê de maternidade no PI dizia estar grávida: 'Ex-namorado acreditava', diz delegado O órgão informou, neste segunda-feira (20), que a polícia concluiu o inquérito sobre a tentativa de sequestro de uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, na sexta-feira (17). A suspeita permanece presa preventivamente. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Em nota ao g1, a defesa de Auricélia de Sousa Rocha afirmou que ela foi diagnosticada com Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos e que a condição de saúde deve ser levada em consideração pela Justiça (veja a íntegra da nota ao fim da reportagem). Defesa de tia de bebê que sofreu tentativa de sequestro diz que publicações buscavam dar visibilidade ao caso G1 e TV Globo O caso ocorreu em 6 de julho. Segundo a Polícia Civil, Auricélia entrou na maternidade mesmo estando de folga e usando o uniforme da unidade. Conforme a investigação, ela disse aos familiares que levaria a recém-nascida para fazer exames e, assim, conseguiu receber a criança. "Em seguida, ocultou a bebê em uma bolsa e tentou deixar o local, sendo impedida pela tia da vítima, que percebeu a movimentação suspeita e localizou a recém-nascida", informou a polícia em nota. Durante a investigação, a polícia ouviu testemunhas, analisou imagens de câmeras de segurança e reuniu provas técnicas e documentais sobre o caso. "Na residência da investigada, foram encontrados objetos e um ambiente preparado para receber uma criança, indicando possível planejamento prévio da ação", comunicou a PCPI. Segundo a polícia, a análise de registros eletrônicos e de documentos médicos apontou que a investigada fingia estar grávida havia vários meses, embora não estivesse gestante. "Diante do robusto conjunto probatório reunido, a autoridade policial concluiu pela existência de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva, encaminhando o inquérito ao Poder Judiciário, com ciência ao Ministério Público e à Defensoria Pública para adoção das medidas legais cabíveis", concluiu a polícia. LEIA TAMBÉM: 'Meu psicológico está acabado', diz mãe de recém-nascida que sofreu tentativa de sequestro em maternidade de Teresina ‘Puxei a bolsa e vi a neném', tia denuncia suposta tentativa de sequestro de recém-nascida em maternidade no PI Técnica de enfermagem é afastada suspeita de envolvimento em tentativa de sequestro de recém-nascida em maternidade no PI Nota da defesa A defesa técnica de Auricélia de Sousa Rocha informa que teve acesso aos elementos constantes do inquérito policial e reafirma seu compromisso com a verdade, o devido processo legal e o respeito às instituições. Desde o início, a defesa reconhece a gravidade dos fatos investigados e manifesta solidariedade à criança e à sua família. Contudo, a análise do inquérito evidencia que a apuração ainda demanda uma apreciação equilibrada e completa de todo o conjunto probatório. Embora tenham sido reunidos elementos que sustentam a linha investigativa adotada pela autoridade policial, a defesa entende que outros elementos igualmente relevantes, especialmente aqueles relacionados ao estado de saúde mental da investigada e ao contexto fático dos acontecimentos, não receberam a mesma ênfase na reconstrução dos fatos. Os autos passaram a contar com documentação médica oficial do Hospital Areolino de Abreu, que diagnosticou Auricélia com Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos (CID F23.1), além de documentos que demonstram tratamento psiquiátrico e uso de medicação, circunstâncias que precisam ser analisadas em conjunto com as demais provas. Também foram incorporados ao inquérito novos depoimentos, imagens do sistema de videomonitoramento e outros elementos que ampliam significativamente o acervo probatório e recomendam uma reavaliação cuidadosa da dinâmica dos fatos. A defesa destaca, ainda, que o próprio relatório investigativo reconhece limitações das imagens de segurança, com a existência de áreas sem cobertura por câmeras, razão pela qual parte da reconstrução dos acontecimentos decorre de inferências, circunstância que reforça a necessidade de cautela antes de qualquer conclusão definitiva. A responsabilidade penal e a condição de saúde mental da investigada serão apreciadas pelo Poder Judiciário no momento oportuno, sob o crivo do contraditório, da ampla defesa e, se necessário, mediante perícia oficial. Por essa razão, a defesa continuará adotando todas as medidas legais cabíveis para que todo o conjunto probatório seja considerado, e não apenas os elementos que reforçam uma única hipótese investigativa. A defesa confia que o Poder Judiciário realizará uma análise técnica, imparcial e completa dos autos, observando os direitos e garantias fundamentais assegurados pela Constituição Federal. Tiago Carvalho Moreira Advogado VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/07/20/bebe-maternidade-teresina.ghtml