Prefeitura diz que negocia moradia definitiva para venezuelanos acolhidos em abrigos de Teresina

Abrigo de venezuelanos em Teresina Divulgação/Prefeitura de Teresina Uma moradia definitiva para as famílias indígenas venezuelanas da etnia Warao, que atua...

Prefeitura diz que negocia moradia definitiva para venezuelanos acolhidos em abrigos de Teresina
Prefeitura diz que negocia moradia definitiva para venezuelanos acolhidos em abrigos de Teresina (Foto: Reprodução)

Abrigo de venezuelanos em Teresina Divulgação/Prefeitura de Teresina Uma moradia definitiva para as famílias indígenas venezuelanas da etnia Warao, que atualmente vivem em abrigos de Teresina, está sendo discutida pela Prefeitura Municipal, o Governo do Piauí e a Caixa Econômica Federal. A informação foi confirmada pelo secretário executivo do Sistema Único de Assistência Social (Suas), Douglas Cipriano, em entrevista à TV Clube, nesta segunda-feira (20). De acordo com Douglas Cipriano, atualmente cerca de 83 famílias Warao vivem em abrigos mantidos pelo município em Teresina. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo o secretário, a prefeitura cumpre medidas determinadas pela Justiça em decisão que obriga o município a reforçar o acolhimento aos indígenas. Ele afirmou que irregularidades apontadas pelo Ministério Público do Estado (MPPI) são referentes à gestão anterior e que não houve descontinuidade dos serviços desde o início da atual administração. "A gente começou a discussão, no mês passado, sobre a habitação junto à Caixa Econômica Federal, com as equipes da Semcaspi para que a gente possa dar uma moradia digna para essas pessoas também. Não é justo que elas passem a vida toda dentro de um abrigo", afirmou. Agora no g1 Decisão da Justiça No dia 9 de julho, a Justiça do Piauí determinou que a Prefeitura de Teresina adote, em até 30 dias, medidas para garantir acolhimento digno aos indígenas Warao. A decisão atende a uma ação civil pública do Ministério Público do Estado do Piauí, que apontou falhas na assistência prestada aos indígenas após a descontinuidade de serviços registrada em 2022. Entre as determinações estão o reforço das equipes técnicas nos abrigos, distribuição semanal de alimentos e materiais de higiene, manutenção das unidades, transporte para as equipes e ações de inclusão profissional. Em caso de descumprimento, a decisão prevê multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 30 mil. Responsabilidade compartilhada O secretário defendeu que o acolhimento dos indígenas não é responsabilidade exclusiva da Prefeitura de Teresina. Segundo ele, o município é responsável pela gestão dos serviços e das equipes técnicas, enquanto o Governo do Estado deve garantir a estrutura física dos abrigos e o governo federal, o financiamento da política de acolhimento. Ainda conforme Douglas Cipriano, os abrigos contam atualmente com educadores sociais, pedagogos e intérpretes, além do fornecimento de alimentação e materiais de higiene. Recursos federais Durante a entrevista, o secretário afirmou que a prefeitura mantém o atendimento às famílias mesmo após o fim dos recursos repassados pelo governo federal para esse tipo de acolhimento. Segundo ele, o município investiu cerca de R$ 600 mil para evitar a interrupção dos serviços enquanto aguarda novos repasses do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube